| out , 08 , 2019

Uma eleição exemplar



A Cidade do Rio de Janeiro realizou a sua eleição para Conselheiros Tutelares com êxito sem precedentes e parte desse mérito é da população carioca.

Da participação de 48 mil votantes em 2016, a prefeitura conseguiu atrair ao pleito do último domingo mais de 107 mil eleitores, um considerável aumento, superior a cem por cento. Além de uma maior conscientização cívica da população, também concorreu para o sucesso da eleição o plano de divulgação implementado e o aumento do número de postos e de urnas eletrônicas postos à disposição dos eleitores.

Contando com apenas 436 urnas em 171 postos de votação em 2016, o evento deste ano alcançou a marca de 1.143 urnas instaladas em 236 postos. Para atender a essa excepcional ampliação, a prefeitura mobilizou 5.373 servidores para atendimento direto, incluindo 810 guardas municipais para prover a necessária segurança.

Mas há um fato a lamentar: a divulgação negativa dessa evolução por alguns grupos de comunicação, para os quais o manifestado aumento da conscientização cívica popular foi substituído pelo vergonhoso argumento de isso se dever ao engajamento conjunto de grupos religiosos, do crime organizado e de milícias. Como se houvesse uma infame aliança, forjada à míngua de qualquer comprovação, cuja motivação indisfarçável reside no preconceito e no descrédito em nosso povo. Isso é algo que merece censura e repulsa. Aliás, a negação à parte desse desrespeitoso juízo advém do fato de a prefeitura ter precisado mudar a localização de postos de votação em virtude dos tiroteios ocorridos no domingo em áreas conflagradas da cidade.

Quanto à crítica à mobilização, merece registro que as ações da Prefeitura tiveram o acompanhamento presencial de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, que cedeu o software necessário à apuração, e do Ministério Público, principalmente na última fase, fatos esses que evidenciam a leviandade de imputações descabidas, manejadas por irresignados com o resultado das urnas, e que serão objeto de devida investigação pelos órgãos competentes.

Por fim, quanto à alardeada informação de sete impugnações de candidaturas, não foi adequadamente ressaltado que esse número refere-se a ocorrências em todo o Estado, no âmbito de milhares de candidaturas.

Aos arautos da má-fé, a advertência de Millôr Fernandes: jamais diga uma mentira que não possa provar.

Ailton Cardoso da Silva*

*Secretário Especial do Gabinete do Prefeito, foi coordenador das eleições para conselhos tutelares no Rio em 2019

 



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