| dez , 18 , 2019

Pet Terapia leva qualidade de vida à unidade de idosos da Assistência Social



Um estudo realizado este ano pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, afirma que o envelhecimento do ser humano pode ser mais saudável na companhia de animais de estimação. A pesquisa mostrou que 90% dos idosos, que convivem com cães, gatos ou pássaros, detalha que os animais os ajudam a aproveitar melhor a vida e se sentir mais amados, sendo que 80% conta ainda que a convivência com os pets os faz menos estressados. Os pesquisadores ouviram duas mil pessoas com idades entre 50 e 80 anos, dos quais 54% tinham animais de estimação.

Foto: Wanderson Cruz / Prefeitura do Rio

A diretora da URS e psicóloga, Mônica Cavalcanti, conta que as visitas especiais fazem toda a diferença. “Eu notei muito progresso no convívio dos idosos com os animais. As visitas frequentes dos cães da ONG Pata Real são importantíssimas para o dia a dia dos idosos, inclusive percebemos mudanças positivas no comportamento deles desencadeando bem-estar em geral, tanto nas áreas da saúde emocional, física, social e cognitiva” — afirma a psicóloga.

Ela disse ainda que o apoio dos animais fortaleceu vínculos afetivos, melhorando a rotina desse grupo social. A presença dos cães soma muito para a qualidade de vida dos idosos, segundo Mônica Cavalcanti, pois eles encontram um momento de descontração, felicidade, relaxamento e, consequentemente, a diminuição do sentimento de solidão, ansiedade e depressão, além de transtornos psicossociais, além de evitar que se isolem, bem como trabalham suas questões afetuosas.

Campanhas — O Instituto Pata Real, ONG que resgata, esteriliza e realiza campanhas de adoção com cães e gatos abandonados há mais de 15 anos iniciou um trabalho que tem feito a diferença na vida de dezenas de idosos. Semanalmente voluntários da ONG levam cães que vivem no abrigo para visitar os usuários assistidos pela Unidade de Reinserção Social (URS) Maria Bazani, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Foto: Wanderson Cruz / Prefeitura do Rio

A presidente da ONG, Cláudia Kelab, conta que este trabalho é de grande importância. “Ficamos muito felizes em contribuir com os idosos da Unidade Maria Bazani. Essa experiência é boa para os residentes e para os nossos animais. Eles brincam, interagem e ganham mais uma chance de conseguir um lar. Todos os nossos pets terapeutas estão disponíveis para adoção, são criaturas cheias de amor e com certeza levam mais alegria para as casas daqueles que os adotam” — afirma.

Ela explica também que o abrigo deve ser apenas uma casa de passagem e não a residência de um animal. “Eles merecem uma família que possa dar atenção e carinho individualizado. Não pense que os animais sonham em morar em um abrigo. Eles querem ter um lar. Ajude-nos a conseguir lares para os nossos abrigados!” — solicita Cláudia.

A residente Vera Lúcia ficou bastante animada com a visita dos peludinhos. “Eu gostei muito de recebê-los. Não só eu, mas todos nós gostamos muito. Esses cachorrinhos vieram nos trazer mais alegria” — conta.

Flávio Martins, de 68 anos de idade, se identificou em especial com o cão Rock. O cãozinho tem uma deficiência física e vive apenas com três patas.“Ele está andando, perdeu a pata esquerda e eu perdi a “pata” direita” — brinca, para logo informar que viu superação no cachorro e dizer que tem de fazer o mesmo. “Eu sempre pensei positivo mesmo com os problemas. Eu sempre pensei na superação e como os animais fazem. Eu tenho que fazer a mesma coisa” — conclui.

 

Foto: Wanderson Cruz / Prefeitura do Rio


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