Publicado em: 07/ jan/ 2021

João Mendes homenageia diretor da Transpetro, Rubens Teixeira com a Medalha Pedro Ernesto

Tenho a honra e a felicidade de homenagear, nesta solenidade, o doutor Rubens Teixeira da Silva, diretor Financeiro e Administrativo da Petrobras Transporte S/A (Transpetro)

Tenho a honra e a felicidade de homenagear, nesta solenidade, o doutor Rubens Teixeira da Silva, diretor Financeiro e Administrativo da Petrobras Transporte S/A (Transpetro), importantíssima subsidiária da Petrobras, responsável pelo segmento de transportes vinculado à estatal, que, sem sombra de dúvida, coopera com o desenvolvimento do Brasil, porque gera milhares de empregos e distribui riqueza e renda à população brasileira.

Sempre acreditei que o estado é o mantenedor da Nação, ou seja, aquele que sustenta a luta contra as desigualdades sociais e media os interesses públicos em relação aos interesses privados, o que fortalece a noção e o sentimento do que é republicano, conquanto político do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que tem como filosofia política e doutrina programática a busca por um estado de bem-estar social, que arbitra os conflitos da sociedade, bem como permite que as diferenças de classe sejam diminuídas, para que possamos ter um Brasil justo, soberano, livre e democrático.

É dessa forma, Rubens, que eu vislumbro um País justo para os brasileiros, e, conseqüentemente, quando homenageamos um diretor tão importante da Transpetro, com a medalha de Mérito Pedro Ernesto, a mais importante do Município do Rio de Janeiro, percebemos que temos uma enorme oportunidade para, resumidamente, afirmar que a subsidiária da Petróleo do Brasil é uma empresa de significante importância, por ser estratégica para o crescimento econômico do País.

Afirmo-lhes essas palavras, pois que trata de efetivar a construção de navios, de se relacionar financeiramente e estrategicamente com a indústria naval, por meio dos estaleiros e comprar aço e ferro, industrializados ou não, de companhias brasileiras, como a Usiminas, a Vale do Rio Doce, a CSN, dentre outras. Quando uma companhia da envergadura da Transpetro negocia para levar a efeito seus projetos, realmente precisa de pessoas competentes e talentosas como o economista e engenheiro formado pelo Instituto Militar de Engenharia (IME) e capitão da reserva do Exército doutor Rubens Teixeira da Silva.

Apesar de jovem, completará 39 anos em outubro, Rubens Teixeira é experiente e culto. Não somente por ter se formado e vários cursos em universidades de ponta como a UFRJ, a UFF, a AMAN e o IME. Mas sim por prestar serviços à Nação, sempre em busca do melhor para o povo brasileiro, que, apesar de ter avançado no campo social, como demonstra a última pesquisa do IBGE, ainda sabemos que há necessidades de ordem social, estrutural, econômica e financeira para que os brasileiros possam alcançar seu desenvolvimento, com paz e justiça social, porque não há paz sem justiça e felicidade e satisfação sem respeito.

Senhoras e Senhores, a reconstrução da indústria naval é parte intrínseca da estratégia programática da Transpetro e, por seu turno, do Governo Federal para o nosso País. Com o apoio político e a intervenção financeira do Governo, foi possível criar mais 20 mil empregos nesse importante setor industrial. E há uma estimativa de se gerar, nos próximos anos, mais 20 mil postos de trabalho em toda cadeia produtiva da indústria naval. Sabemos, portanto, que companhias como a Usiminas e a Vale do Rio Doce precisam se voltar ao mercado interno, que, no fim das contas, foi o responsável por fomentar nossa economia, que é a primeira a superar a recessão oriunda da crise internacional, que no Brasil durou apenas um semestre. Foi realmente uma marolinha.

Considero o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), posto em prática em 2004, um dos programas mais ambiciosos e corretos do País. O Promef tem o propósito de alavancar o setor de construção de petroleiros, um dos programas mais ambiciosos e corretos do País. Durante 20 anos, a indústria naval nacional ficou “a ver navios” e não a construí-los. O Brasil teve de, nessas duas décadas, fretar navios estrangeiros, o que acarretou dois problemas econômicos negativos: gastos imensos de recursos financeiros para podermos transportar e vender nossas produções; e criação de empregos nos outros países, porque, ao fretarmos navios, evidentemente privilegiaremos os trabalhadores e os empresários estrangeiros, em vez de financiarmos os nossos empresários, além de podermos abrir milhares de postos de trabalho para os nossos trabalhadores.

Assim como o rio corre para o mar, investimentos aplicados no País correm para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo. É assim que o País tem de ser pensado: de forma republicana. O fortalecimento da indústria naval é estratégico para o futuro do País. Pelos oceanos, pelos mares são escoados 95 por cento do comércio externo brasileiro. Gastamos, em transporte marítimo, a mega-fortuna de 16 bilhões de dólares por ano. Desse total, as empresas marítimas brasileiras ficam com menos de quatro por cento. É um absurdo.

Por isso, considero necessário e estratégico para o País que a Transpetro seja cada vez mais prestigiada, porque ela é a responsável pelos investimentos e pelo apoio à indústria naval brasileira. O Brasil tem de ser livre e autônomo e por isso, jamais, poderá ser dependente de outros países, dependente de interesses alienígenas, que não coadunam com os nossos interesses, bem como não convêm à nossa economia e à nossa independência. O Brasil tem força para ser soberano e dinheiro para investir nesse importante segmento da economia.

A riqueza real é a produção, seja ela industrial ou agrícola. Dinheiro é papel pintado e não responde pela economia real. A economia real é baseada no trabalho e na produção. O setor financeiro é importante, mas, economicamente, não é real, porque não produz nada, a não ser especulação com papéis, vendidos nas Nasdaqs e bolsas tradicionais da vida, na ciranda financeira, que, no fim do ano passado derreteu, por não ser regulada, e causou grandes transtornos aos estados nacionais e às nações.

A Transpetro é uma instituição pública dedicada à produção e ao trabalho. Por ter esse perfil, essa empresa pública tem dirigentes como o doutor Rubens Teixeira, que, no passado, foi menino humilde, estudou muito e trabalhou, incessantemente, para vencer na vida, o que causou orgulho aos seus pais e a seus amigos. Depois de freqüentar os bancos das melhores escolas superiores deste País, Rubens Teixeira assumiu compromissos profissionais no Banco Central e agora na diretoria Financeira e Administrativa dessa importante estatal brasileira.

Sabemos, doutor, que o senhor sabe das necessidades do nosso povo, porque é parte dele. Sabe do seu sofrimento e de sua vontade de vencer e ter uma vida de melhor qualidade. O senhor, como diretor da Transpetro, faz um trabalho digno, o que honra todos nós, principalmente os que vêm de longe e, portanto, precisam ter pessoas com o seu perfil para administrar a coisa pública e fazer do público o acesso para uma sociedade republicana, que quer o Brasil sempre livre, em paz e com justiça social.

Meus parabéns, doutor Rubens.