Publicado em: 21/ out/ 2026
João Mendes participa de cerimônia que consolida o Distrito Cultural Pequena África

O secretário especial de Inclusão, João Mendes de Jesus, esteve hoje, às 10h, presente à cerimônia promovida pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES), que, em parceria, realizaram uma nova etapa da Iniciativa Valongo e, por sua vez, consolidar a implantação do Distrito Cultural Pequena África, Zona Portuária, Centro do Rio de Janeiro.
O evento aconteceu no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB), onde estiveram presentes o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o presidente do BNDES Aloizio Mercadante, dentre outras autoridades e representantes de órgãos oficiais e da sociedade civil organizada.
“O Sítio Arqueológico Cais do Valongo é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Mundial. Na verdade, temos o mais importante patrimônio histórico e cultural afro-brasileiro em âmbito mundial. Este sítio arqueológico é considerado a evidência física mais importante da chegada de africanos escravizados no continente, além de ser o único vestígio arqueológico preservado do desembarque de africanos escravizados nas Américas, que tem toda a atenção do prefeito Cavaliere” — afirma João Mendes.
Memória e Consciência — O Valongo foi o maior porto escravagista das Américas. Estima-se que passaram pelo local cerca de 900 mil pessoas escravizadas entre 1775 e 1830. O tráfico negreiro tornou, na época, a região do Rio de Janeiro o maior mercado de escravos do mundo. A Unesco compara o Valongo a sítios históricos de tragédias mundiais (como Hiroshima, no Japão, ou o Campo de Concentração de Auschwitz, na Polônia). Ele funciona como um memorial vivo para que o maior crime de migração forçada da história humana jamais seja esquecido.
