Publicado em: 12/ maio/ 2021
João Mendes diz que pagar os trabalhadores terceirizados é uma questão de humanidade e direito

O vereador João Mendes de Jesus (Republicanos) afirmou hoje, na Câmara Municipal, que a Prefeitura tem de considerar a situação precária dos trabalhadores terceirizados, que estão há meses sem receber, porque contratos foram suspensos, com o propósito de serem auditados, mas que, por sua vez, existem trabalhadores que estão com dificuldade para comprar alimentos para suas famílias.
O parlamentar considerou ainda que os trabalhadores em inúmeros casos estão sem receber salários há cinco meses, além de estarem pendentes o 13º salário, sendo que muitos estão com as férias vencidas. Além disso, os contratos dos trabalhadores continuam vinculados às empresas terceirizadas mesmo sem receber o que lhes é de direito, porém, os contratos foram suspensos por meio da MP 936 da Prefeitura.
“Não se pode prender os trabalhadores e seus direitos no que diz respeito às suas carteiras de trabalho que estão presas nos RH das empresas, sendo que os empresários usam como argumento o não pagamento por parte da Prefeitura. Acontece, que o trabalhador está a passar por poucas e boas não poder ter documento tão importante como a carteira de trabalho presa por empresas. Como ele faz para procurar emprego e assinar a carteira? Um absurdo, que tem teria de ser resolvido para ontem” — afirma João Mendes de Jesus.
O político do Republicanos salientou ainda que a Prefeitura, suas secretarias e órgãos informam que estão a buscar soluções junto às empresas e aos trabalhadores, mas o principal argumento é a quanto à segurança jurídica, porque, na verdade, a Prefeitura quer suspender os contratos, tanto que editou e publicou a MP 936, que dispõe sobre o assunto.
“Eu tenho a perfeita compreensão de que a Prefeitura quer ter segurança jurídica, mas é salutar compreender também que os moradores querem pelo menos ter segurança alimentar. O mar briga com a montanha, mas são os peixinhos que verdadeiramente sofrem. A Prefeitura deveria negociar com as empresas terceirizadas para que liberassem as carteiras de trabalho dos trabalhadores e, evidentemente, pagar a quem tem salário a receber com urgência” — finaliza João Mendes de Jesus.
