Publicado em: 17/ ago/ 2021
João Mendes diz que nova bilhetagem eletrônica tem de ser com preço justo e severamente fiscalizada

O vereador João Mendes de Jesus disse hoje, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que a nova bilhetagem eletrônica é um avanço para a sociedade carioca, mas que não adianta o acesso à modernidade se os preços dos bilhetes não forem justos, além de considerar que a fiscalização tem de ser severa, de forma a fazer o sistema de transporte funcionar, bem como os vencedores da licitação da bilhetagem eletrônica tenham totalmente a compreensão que se transformarão em agentes a serviço do público — da população carioca.
“Em março, a maioria dos vereadores aprovou a nova bilhetagem e parece que o projeto do edital sobre o assunto foi aprovado em março, sendo que está previsto para setembro a publicação do documento final pela Prefeitura, sendo que a assinatura do contrato formalizado com a concessionária vencedora seria assinado em dezembro. Tudo isso é bom, porque precisamos de celeridade, mas não esqueçamos que é bom também o poder público dar as condições necessárias para que os milhões de passageiros, os clientes, sintam-se confortáveis com as mudanças, no sentido de não passarem por perrengues quando trocam de tipos de transportes, porque a maioria tem de pegar mais de dois veículos para chegar ao seu destino” — destaca João Mendes de Jesus.
O parlamentar do Republicanos completou a dizer que os equipamentos que validam os bilhetes eletrônicos tem de ser trocados, assim como alertou para que sejam criados muito mais pontos de bilhetagem por todos os bairros do Rio de Janeiro. Além disso, segundo a Secretaria de Transportes, existem seis postos de atendimento presencial e 700 postos de venda de cartões.
“Ainda é muito pouco o número de postos, porque somos uma cidade com quase sete milhões de habitantes. A Prefeitura quer aumentar o número de posto e tem como meta para daqui a três meses, na primeira fase dos trabalhos, que seja implantado um posto de atendimento presencial a cada cinco mil habitantes, sendo que está previsto para daqui a seis meses, já na segunda fase dos trabalhos, a criação de um posto a cada 2.500 habitantes” — informa João Mendes de Jesus.
Todo o processo que está a acontecer, conforme o vereador, é bom, mas ele lembrou que o projeto de bilhetagem ainda está no papel, a tramitar, como aconteceu em inúmeros governos. O político alertou para que a concessionária vencedora não se dedique apenas ao lucro, sem oferecer a contrapartida de um serviço público de qualidade para a sociedade carioca, que é composta em sua grande maioria por trabalhadores.
Contrato de concessão (bilhetagem eletrônica):
1) Prazo de 10 anos, com prorrogação por igual período;
2) Taxa de retorno de 8,5%;
3) Valor do contrato será de R$ 830 milhões;
4) Valor mínimo de outorga R$ 60 milhões, com o direito de dividir em três parcelas; e
5) Empresas nacionais e estrangeiras poderão participar do certame licitatório, de acordo com o edital da Prefeitura.
