Publicado em: 25/ maio/ 2022

João Mendes alerta sobre lúpus e apoia campanha que conscientiza sobre a doença

Os Arcos da Lapa estão iluminados com a cor roxa, que simbolicamente faz alusão à incidência do lúpus em parcela da população, que mantém a doença, que não tem cura, sobre controle, a realizar tratamentos que a amenize e, por sua vez, possa ter uma vida normal, a realizar suas tarefas diárias.

A iluminação na cor roxa nos Arcos da Lapa se trata de uma homenagem ao Dia Mundial do Lúpus, que é celebrado em 10 de maio, sendo que é pauta de saúde no decorrer deste mês, conforme a Sociedade Brasileira de Reumatologia, que considera que há  65 mil pessoas com lúpus no Brasil.

O vereador João Mendes de Jesus (Republicanos) afirmou hoje, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que o lúpus, apesar de ser uma doença controlável, não tem cura, mas que é necessário a conscientização sobre a doença, que pode causar danos a órgãos importantes do ser humano, a exemplo de rins, pulmões, coração, cérebro e articulações.

“O SUS e as pessoas com lúpus estão envolvidos com o combate à doença, que incide principalmente nas peles das pessoas, sendo 80% dos casos, apesar de também atingir órgãos humanos. O lúpus está presente em todas as idades e cores de pele, mas é mais frequente em mulheres de 20 a 40 anos. Saber como controlar e amenizar a doença é essencial para se ter uma vida normal e com saúde” — diz João Mendes de Jesus.

O parlamentar ressaltou que o lúpus não é contagioso, ou seja, não se transmite, conforme boatos que desinformam a população e causam preconceitos desnecessários. Porém, o lúpus se desenvolve, geralmente, pelo sistema imunológico, que produz anticorpos que atacam o próprio corpo.

Veja como fazer tratamentos para controlar o lúpus, que são também disponibilizados pelo SUS:

1. Proteção solar

O uso de filtro solar com FPS de pelo menos 15, mas, de preferência, acima de 30, é uma importante forma de se evitar a formação de lesões cutâneas presentes no lúpus tipo discoide ou tipo sistêmico com manifestações cutâneas. O protetor ou bloqueador solar deve ser aplicado sempre pela manhã, e reaplicados pelo menos mais uma vez ao longo do dia, a depender da iluminação local e da possibilidade de exposição.

Além disso, o uso de vestimentas e chapéus são importantes para impedir a ação dos raios ultravioletas na pele, quando se estiver em ambientes ensolarados.

2. Analgésicos e anti-inflamatórios

Os medicamentos para aliviar a dor podem ser anti-inflamatórios, como Diclofenaco, ou analgésicos, como Paracetamol, que são muito úteis para períodos em que há necessidade do controle da dor, principalmente quando a doença afeta as articulações.

3. Corticóides

Os corticóides, ou corticosteróides, são medicamentos muito usados para controlar quadros de inflamação. Eles podem ser de uso tópico, em pomadas usadas nas lesões de pele para ajudar na sua melhora e dificultar o aumento do tamanho dos ferimentos e bolhas.

Também são utilizados na forma oral, em comprimido, feito em casos de lúpus tanto leves, graves ou situações de exacerbação da doença sistêmica, em que pode haver prejuízo das células sanguíneas, da função dos rins, ou comprometimento de órgãos como coração, pulmões e sistema nervoso, por exemplo.

A dose e o tempo de uso dependem da gravidade da situação, para cada caso. Além disso, existe a opção dos corticóides injetáveis, mais usados em casos graves ou em que há dificuldade para engolir o comprimido.

4. Outros reguladores da imunidade

Alguns medicamentos que podem ser usados em conjunto com os corticóides ou usados separadamente, para controle da doença, são:

Antimaláricos, como Cloroquina, principalmente em doença da articulação, sendo úteis tanto para lúpus sistêmico quanto discoide, mesmo na fase de remissão para manter a doença controlada;

Imunossupressores, como Ciclofosfamida, Azatioprina ou Micofenolato de mofetil, por exemplo, são utilizados com ou sem os corticóides, para enfraquecer e acalmar o sistema imune para haver um controle mais efetivo da inflamação;

Imunoglobulina, é um medicamento injetável, feito em casos graves nos quais não há melhora da imunidade com outros medicamentos;

Agentes biológicos, como Rituximab e Belimumab, são novos medicamentos produtos da engenharia genética, também reservados para casos graves em que não há melhora com outras alternativas.

5. Opções naturais

Algumas atitudes no dia-a-dia, praticadas em casa, em conjunto com o tratamento, também são importantes para ajudar a manter a doença sob controle. Algumas opções são:

Não fumar;

Evitar bebidas alcoólicas;

Praticar atividade física 3 a 5 vezes por semana, durante os períodos de remissão da doença;

Fazer uma alimentação rica em ômega-3, presente no salmão e sardinha, por exemplo, 3 vezes por semana;

Consumir alimentos que são anti-inflamatórios e foto-protetores, como chá verde, gengibre e maçã, por exemplo, além de outros tipos de frutas, legumes e verduras.

Confira este vídeo, com mais opções e dicas, para saber como se alimentar bem e viver melhor com essa doença:

Por sua vez, é fundamental manter uma alimentação equilibrada, evitando-se o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura, pois contribuem para o aumento dos triglicerídeos, colesterol e níveis de açúcar, podendo provocar aumento de peso e diabetes, o que pode descontrolar a doença.

Outros cuidados incluem evitar as vacinas com vírus vivos, exceto sob indicação médica, ter acompanhamento dos valores de cálcio e vitamina D no sangue, que podem diminuir com o uso de corticóides, fazer fisioterapia para prevenir e tratar as dores articulares, além de evitar o estresse, que pode influenciar nos surtos da doença.

Cuidados com o lúpus na gravidez

É possível engravidar quando se tem lúpus, entretanto, de preferência, deve ser uma gravidez planejada, num momento menos grave da doença, e deve ser monitorizada durante todo o período pelo obstetra e reumatologista, devido à possibilidade de exacerbação da doença.

Todavia, os medicamentos são ajustados para a gestação e durante o aleitamento, de forma que seja o menos tóxica possível para o bebê, geralmente, com o uso de corticóides em doses baixas.