Publicado em: 06/ out/ 2022

João Mendes aprova homenagem à vítima de violência com o nome Praça da Cacau

Cláudia Silva Ferreira, nome da cidadã carioca vítima de violência em março de 2014, recebeu homenagem por parte do vereador João Mendes de Jesus (Republicanos), que, com o apoio de inúmeros parlamentares, aprovou no plenário da Câmara Municipal o Projeto de Lei nº 1285-A/2015, que dá o nome de Praça da Cacau ao logradouro próximo de onde ocorreu o crime que acarretou a morte de Cláudia, mais conhecida na comunidade como Cacau.

De acordo com o vereador, Cacau era uma mulher trabalhadora, conhecida e respeitada na comunidade Buriti, mas que em março de 2014 foi vítima de um tiro em uma incursão de agentes armados do Estado, que, ao se depararem com ela caída na rua, resolveram “socorrê-la”. Conforme relatos de moradores, os policiais militares a colocaram no porta-malas da viatura com a intenção de levá-la ao hospital, sendo que Cacau ficou presa pela roupa que usava e seu corpo foi arrastado pelo asfalto por mais de 350 metros, fato este que acarretou a sua morte antes de ser atendida por médicos e enfermeiros.

Na época, a morte de Cacau causou muita revolta na comunidade Buriti, bem como foi repercutida intensamente pela imprensa carioca, sendo que até hoje muitas pessoas afirmam que a vítima de tiro, que no momento tinha um copo de café nas mãos, poderia ter se salvado se não fosse arrastada pelo asfalto de maneira brutal, o que, sem sombra de dúvida, martirizou ainda mais uma cidadã que foi não teve a chance de ser socorrida no hospital, a ter sua vida ceifada barbaramente, como ocorre com centenas de cidadãos cariocas todos os anos, porque vítimas dos combates entre policiais, milicianos e traficantes.

“A homenagem à Cacau é justa porque reconhecemos sua honorabilidade, sua honra e sua condição de cidadã do Rio de Janeiro que não teve como se defender dessa insanidade toda que é a violência brutal que acontece em nossa sociedade. A senhora Cláudia Silva Ferreira — chamada carinhosamente de Cacau — é agora oficialmente nome de praça, em uma homenagem que não a traz de volta para quem a amava, mas que a reconhece como uma pessoa honrada e por isso merecedora de homenagem” — afirma João Mendes de Jesus.