Publicado em: 16/ abr/ 2024

João Mendes é eleito presidente da Comissão Especial para acompanhar, estudar e analisar a utilização de Libras pela Administração Pública Municipal para a acessibilidade de surdos e deficientes auditivos

O vereador João Mendes de Jesus (Republicanos) tomou posse hoje, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, como presidente da Comissão Especial para Acompanhar, Estudar, e Analisar a Utilização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) pela Administração Pública Municipal para a Acessibilidade de Surdos e Mudos, instituída pela Resolução nº 1624/2024 aprovada pelo plenário da Câmara.

Além de João Mendes, vão participar como membros da Comissão a vereadora Luciana Novaes, que ocupará o cargo de vice-presidente, e a vereadora Mônica Cunha, que será vogal. Em dezembro de 2023, o parlamentar realizou uma reunião no Auditório da Câmara Municipal, quando discutiram a inclusão de surdos e mudos no âmbito do serviço público, porque, segundo os técnicos da Prefeitura e os professores de surdos, além dos deficientes auditivos que são servidores do Executivo, a demanda desse público é grande e o atendimento necessita melhorar para que esse grupo social seja atendido da melhor forma possível.

João Mendes conheceu na reunião realizada profissionais e deficientes auditivos, que falaram  publicamente sobre as realidades de pessoas com deficiência, especificamente os surdos e os deficientes auditivos, além dos que tem deficiência mental e transtorno do espectro autista. Também foi lembrada a cooperação direta de servidores, estudiosos e técnicos com as questões da Comunidade Surda e Autista, um trabalho considerado complexo e que demanda dedicação, conhecimento e profissionalismo.

Inclusão é civilização — Ao tomar posse como presidente da Comissão Especial, o vereador João Mendes  disse que é fundamental que as pessoas que têm deficiência sejam tratadas com dignidade e totalmente respeitadas no que é concernente ao direito de ser parte importante e produtiva da sociedade brasileira e carioca. E que é necessário ter uma cidade da importância do Rio de Janeiro que preze pelo direito da inclusão social, no que é referente às suas ações em prol da saúde e da cidadania das pessoas com deficiência.

“Incluir e propagar a linguagem de Libras no serviço público e em especial na esfera municipal onde eu atuo como vereador da cidade do Rio de Janeiro, que tem de ser de fato uma cidade amiga dos idosos, dos animais, das crianças, do meio ambiente, do consumidor, mas que tem também a obrigação de ser cidade amiga dos surdos, dos mudos, dos deficientes auditivos e das pessoas que têm deficiência mental e autismo” — enfatiza João Mendes.

Cidadania — Para o vereador do Republicanos, o serviço público municipal tem de ampliar seu atendimento e por isto a mobilidade e o acesso às pessoas surdas e com deficiência auditiva, por exemplo, não pode ficar restrito e limitado a pequenos espaços, o que é o caso da Prefeitura do Rio, a segunda maior do País. João Mendes afirmou ainda que efetivar a utilização da linguagem de Libras no serviço público municipal é fazer com que as pessoas com deficiência se sintam parte de uma sociedade e de um município que prezam seus cidadãos e valorizam a cidadania.

“Para termos o uso da linguagem de Libras como rotina dos servidores públicos, é necessário que eles sejam selecionados e treinados. A Comissão Especial a qual sou presidente vai caminhar nesse sentido. Queremos melhor qualidade de vida para essas pessoas e cidadãos. Sendo assim, os servidores de cada órgão, corporação, fundação e secretaria precisam receber treinamento especial, no sentido de que eles possam realizar suas atividades profissionais de forma mais efetiva e prática” — afirma João Mendes de Jesus.

Para finalizar, o vereador acredita que é necessário saber como lidar com esse processo difícil de inclusão dos deficientes auditivos, surdos e mudos, mas considera ser factível esse processo. João Mendes disse ainda que é imperativo se despir de qualquer preconceito ou medo. De acordo com o parlamentar, se o deficiente auditivo e o surdo forem tratados com atenção e respeito, aumenta-se a possibilidade de inclusão e integração deles à sociedade, além de estimular a capacidade de participar e desempenhar suas tarefas diárias como qualquer outro cidadão carioca e brasileiro.