Publicado em: 05/ nov/ 2026

Sinc-Rio sobe o Corcovado e leva crianças autistas para conhecer o Cristo Redentor

A Secretaria realizou a segunda ação de inclusão e acesso ao lazer e entretenimento a cerca de 35 pessoas, dentre elas as mães de famílias atípicas e 17 crianças autistas ou neurodivergentes, que receberam abafadores de ruídos.

A visita de hoje à tarde ao Cristo Redentor por crianças autistas, pessoas neurodivergentes e famílias atípicas representou um marco emocionante de inclusão social em um dos maiores símbolos da identidade cultural brasileira e do acolhimento no Brasil, tornando-se universal.

Subir o Morro do Corcovado é uma experiência inesquecível, mas para quem convive com a hipersensibilidade sensorial, os desafios logísticos e os estímulos sonoros do turismo de massa exigem um olhar atento e adaptado, além de ações de compreensão e solidariedade.

A segunda iniciativa da Secretaria Especial de Inclusão (Sinc-Rio) para efetivar a acessibilidade como um importante direito de cidadania, propiciou um agradável passeio a 17 crianças e adolescentes autistas e neurodivergentes, que estavam acompanhadas de suas famílias, em especial de suas mães.

De acordo com o secretário especial de Inclusão, João Mendes de Jesus, a Sinc-Rio tem como propósito fundamental firmar parcerias com as famílias atípicas, a oferecer-lhes capacitação, treinamento e inclusão social, por intermédio do acesso à cultura e ao turismo. Apoiaram a visita ao Cristo Redentor, a Ong Superação, da Ilha do Governador, e a Ong Unida Pela Inclusão, de Campo Grande.

“Viabilizar o acesso das famílias atípicas que têm pessoas autistas ou neurodivergentes é uma ação profundamente humana e de respeito à diversidade. O turismo é um dos principais setores da economia carioca e oferece paisagens deslumbrantes como as do Morro do Corcovado, cuja atração principal é o Cristo Redentor, uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Estou satisfeito com os funcionários da Sinc-Rio e das Ongs, que propiciaram o segundo passeio para pessoas autistas e suas famílias, que tiveram a oportunidade de conhecer melhor as belezas de sua cidade, o Rio de Janeiro” — afirma João Mendes de Jesus.

Sensibilidade — Muitas famílias atípicas têm receio de visitar pontos turísticos cheios por causa da sobrecarga sensorial. O barulho de pessoas reunidas em um local causa agitação e pode se transformar em estresse para crianças autistas. Por isso, a Sinc-Rio oferece abafadores de ruído, que permitem acessibilidade cognitiva e sensorial, fato que proporcionou bem-estar às crianças e adolescentes autistas, que estiveram no Cristo Redentor.

“Garantir o direito ao lazer, à cultura e à ocupação dos espaços públicos com acessibilidade e acolhimento sensorial e transporte adaptado são responsabilidades da Secretaria de Inclusão, por meio do Programa SEI Incluir Território Social. Queremos sempre promover visitas guiadas de famílias atípicas em inúmeros lugares de turismo do Rio de Janeiro, porque a inclusão social de pessoas autistas é o nosso Norte e assim será feito” — conclui João Mendes de Jesus.

Fortalecer territórios — O programa SEI Incluir Território Social atua no mapeamento e acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade social que possuem integrantes neurodivergentes. Por meio de sua atuação nos territórios, a Secretaria Especial de Inclusão identifica demandas prioritárias nas áreas de saúde, assistência social e garantia de direitos, a aproximar as políticas públicas das necessidades reais da população.