Publicado em: 22/ jun/ 2022

Divisão da AP-2, Zona Sul e grande Tijuca, tem apoio de João Mendes de Jesus

A elaboração do novo Plano Diretor da Cidade do Rio de Janeiro tem merecido atenção especial dos 51 vereadores do município carioca, o segundo maior em população do País. A questão fundamental, além de ser efetivada novas regras urbanísticas para regulamentação e regulação dos territórios da Área Administrativa 2 (AP-2), que engloba toda a Zona Sul e a grande Tijuca, é relativa à divisão de recursos financeiros e orçamentários.

Representantes da Tijuca e bairros circunvizinhos, além das comunidades existentes nesses bairros da Zona Norte reclamam há anos que a divisão orçamentária dos recursos financeiros não é equivalente e, por sua vez, não sobra dinheiro o suficiente para que sejam realizadas as melhorias nos respectivos bairros da grande Tijuca tão reivindicadas pelos moradores e comerciantes dessas localidades, que se sentem desamparadas e desprestigiadas.

“A verdade é que a maior parte dos recursos do orçamento no que concerne à AP-2, grande Tijuca e Zona Sul, fica com a Zona Sul. Reconheço que a Zona Sul da cidade é um motor econômico poderoso do Rio de Janeiro e precisa de atenção, até porque as indústrias de serviços e de informática, turismo, hotelaria, bares, restaurantes, casas de shows, cinemas, shoppings, comércio em geral, inúmeras praias, além de universidades e instituições de ensino e fundações ficam na Zona Sul” — afirma João Mendes de Jesus (Republicanos), para em seguida complementar:

“Porém, torna-se necessário haver mais equivalência, ou seja, igualdade na divisão de recursos porque a Zona Norte e muitas comunidades também são poderosas economicamente, a exemplo da Tijuca, Vila Isabel, Grajaú, dentre muitos outros bairros que necessitam de recursos para atender a contento os cidadãos cariocas da grande Tijuca, que produzem, trabalham e pagam impostos e por isso merecem ser atendidos em suas justas demandas” — afirma o vereador João Mendes de Jesus (Republicanos).

O parlamentar lembrou ainda que o presidente da Comissão Especial para a revisão do Plano Diretor da cidade do Rio, vereador Rafael Aloísio Freitas (Cidadania) propôs a separação da Zona Sul e da Grande Tijuca, hoje unidas na Área de Planejamento (AP-2). Além do mais, vários gestores e administradores dos bairros e comunidades da AP-2 investiram grandes somas de recursos financeiros nos seus respectivos locais, o que denota que a realidade se tornou uma questão que vai além de interesses e impasses burocráticos, pois se torna uma questão de vontade política.

“A verdade é que o grosso do dinheiro é investido na Zona Sul. E essa realidade, na minha opinião, tem de mudar. Precisamos equacionar os recursos de maneira mais democrática e republicana, porque os bairros da Zona Norte que também integram a AP-2 estão à míngua, assim como se tratam de bairros populosos e economicamente poderosos, porque com vasto comércio e uma diversificada economia, a exemplo de Tijuca, Grajaú, Maracanã e Vila Isabel. Precisamos mudar isso, dando voz a todos, evidentemente. Além disso, também temos de ter um olhar generoso com as comunidades que integram esses bairros. A Rocinha, por exemplo, tem de ter uma atenção especial no que é relativo ao orçamento do município, assim como todas  comunidades são importantes” — conclui João Mendes de Jesus.